quarta-feira, 18 de abril de 2012

O Óleo como símbolo do Espírito Santo.


         O óleo ou azeite é, talvez, o mais comum e o mais conhecido símbolo do Espírito Santo. Quando se usava o azeite no ritual do Antigo Testamento, falava-se de utilidade, frutificação, beleza, vida e transformação. Geralmente era usado como alimento, para iluminação, lubrificação, cura, e alívio da pele. Da mesma maneira, na ordem espiritual, o Espírito fortalece, ilumina, liberta, cura e alivia a alma.

         O azeite tem uma larga aplicação na vida oriental. E entre os Israelitas ele é muito conhecido. Estes por sua vez usavam o azeite para a unção de sacerdotes e Reis. Era o azeite da “unção” (Êxodo 30.22-33). Com este azeite como foi dito se ungia sacerdotes e Reis para o serviço do Senhor. (1 Samuel 10.1; 16.13; 1 Reis 1.39; Salmos 45.7). Era também chamado de óleo da alegria (Salmos 45.7).

         O óleo era usado entre os antigos hebreus, era em geral fabricado dos frutos das oliveiras, que amadurecem no outono.

         Era o mesmo azeite usado para ungir a tenda da congregação, os objetos sagrados e os sacerdotes para realizarem o seu serviço.

         Com esta unção eram considerados santificados (Êxodo 30.25-30).

         Nas Escrituras, o óleo aparece como um dos símbolos do Espírito Santo (Zacarias 4.2-6).

         E nos fala ainda de unção. Jesus foi ungido pelo Espírito Santo (Isaías 61.1- Lucas 4.18), o crente em Jesus tem a unção do Santo e sabe todas as coisas (1 João 2.20).

APLICAÇÃO SIMBÓLICA DO ÓLEO (AZEITE).   
        
         A)- Azeite na orelha (Levítico 14.17) – preparo para ouvir a voz de Deus. “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às Igrejas” (Ap 2.17).
“Fala Senhor que o teu servo ouve” (1 Samuel 3.10).

         B)- Azeite na mão (Levítico 14.17) - habilitação para o trabalho do Senhor. “Não é por força nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Zacarias 4.6).

         C)- Azeite no pé (Levítico 14.17) – Fala de um andar santo. “Andai no Espírito e não cumprireis a vontade da carne”. (Gálatas 5.16).

         D)- Azeite no rosto (Salmos 104.15) – Brilho da presença de Deus e alegria espiritual que desfruta o crente em Cristo. “Com o rosto desvendado... somos transformados de glória em glória... pelo Espírito (2 Coríntios 3.18).

         E)- Azeite em outras vasilhas (2 Reis 4.4-6) – bênçãos para outras pessoas. (Romanos 1.16; 5.5; 1 João 3.16).

         F)- Azeite nas feridas (Lucas 10.34) – símbolo de restauração pelo Espírito Santo do Senhor. (Lucas 4.18).

·        Vale a pena lembrar que era extremamente proibido fabricar outro óleo com a mesma composição (Êxodo 30.33). Ninguém pode imitar o Espírito Santo.
·        Da mesma forma era proibido usar óleo para fins alheios ao serviço sagrado (Êxodo 30.25-31).
·        O Espírito Santo opera exclusivamente para a glória do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, pois o seu ministério aqui é esse, o de glorificar a Cristo.
        
         Mais um detalhe interessante sobre o óleo é que: O óleo é símbolo do vigor, da força, da cura e da eleição. Na Grécia antiga, por exemplo, os participantes nos jogos olímpicos untavam-se com óleo – azeite virgem -para tonificar os músculos, dar vigor e beleza ao seu corpo. Esse mesmo óleo era usado por todos os povos da antiguidade para curar feridas abertas, pelas suas propriedades cicatrizantes. Além disso, a unção com óleo sobre a cabeça era o símbolo privilegiado da eleição de alguém: “Samuel pegou no chifre de óleo e ungiu a Davi. A partir desse momento o Espírito Santo apoderou-se dele (1 Samuel 16.13).
         Os nomes “Messias” e ”Cristo” que significam em hebraico e grego “Ungido”, tem por base esta simbologia bíblica da unção-eleição de alguém por parte de Deus para realizar o Seu projeto.

         O óleo de oliveira (azeite) foi um artigo de grande importância na Palestina, sendo usado como comida iluminação e unção. É um tipo constante do Espírito Santo tanto no Antigo como no Novo Testamento.

         A)- Em Êxodo 40.9-11, aprendemos que o tabernáculo e os móveis deveriam ser ungidos com azeite. Como o tabernáculo era uma figura de Cristo, o azeite figurou Cristo sendo ungido pelo Espírito.

         B)- Em Êxodo 27.20-21, notamos que o interior do tabernáculo era iluminado pelo uso de óleo de oliveira. Como os pertences eram figuras de Cristo, a interpretação é fácil. Sem a iluminação do Espírito de Deus ninguém poderia ver as glórias do nosso Salvador.

         C)- Em Levítico 14.14-18, aprendemos que na purificação de uma lepra, foram usados tanto o sangue quanto o azeite. Isto revela que: quando alguém é convertido e curado do pecado, operam tanto o sangue de Cristo quanto a pessoa do Espírito Santo.

         D)- Os profetas, sacerdotes e reis sendo ungidos prefiguravam a Cristo como nosso profeta, sacerdote e rei.

         E)- Em Levítico 2.1, encontramos a flor de farinha (um tipo da carne imaculada de Cristo) que foi ungida com azeite (um tipo do Espírito Santo).

         F)- O óleo é freqüentemente associado, na Bíblia, a curas (Isaías 1.6; Lucas 10.34; Marcos 6.12-13). O Espírito Santo sara espiritualmente.


         É importante salientar que nos capítulo 29 e 30 do Êxodo Deus ordenou que o sumo sacerdote e seus filhos participassem de um culto público de consagração que os separaria como servos de Deus. Esse culto teve pelo menos sete etapas.

         1)- Os sacerdotes foram lavados; 2)- Os sacerdotes foram vestidos; 3)- Os sacerdotes foram ungidos; 4)- Os sacerdotes foram perdoados; 5)- Os sacerdotes foram inteiramente consagrados a Deus; 6)- Os sacerdotes foram marcados pelo sangue; 7)- Os sacerdotes foram alimentados.

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